Impossível acreditar que ainda exista preconceitos no mundo.

As vezes nós pegamos com um certo medo de sofrer preconceito fora do país. E aqui falo de preconceitos variados, como quanto ao sexo de nascimento, quanto ao país de onde viemos ou quanto a escolha sexual.

Apesar do Brasil ainda ser um país em desenvolvimento e ainda estar desconstruindo os preconceitos. Ainda somos um país muito aberto se comparado a diversos outros, incluindo países da União Europeia.

A Bulgária e Romênia, foram os dois últimos países a se juntar a União Européia.  Acredito que por serem os dois mais pobres da união econômica. Ambos possuem algumas leis em comum quanto a discriminação, porém, isso não quer dizer que não exista ou que não seja aparente.

Quanto a imigração

Num geral, estes dois países são abertos à imigração. Tiveram poucos casos de xenofobia registrados nos últimos anos. Com salários abaixo da média do resto da UE, ninguém acredita que um estrangeiro possa roubar seu emprego.  Muito menos que esteja tirando vantagem dos programas governamentais.

O problema começa se você for um estrangeiro negro ou faça parte da comunidade LGBT. Existem poucos casos de agressões físicas de fato, mas as verbais são constantes.

Pessoas negras costumam ser encaradas nas ruas e podem chegar a ouvir comentários ou risadas. Mesmo que não entendam o idioma, com certeza a linguagem corporal do agressor deixará claro o comentário.

Não existem estatísticas para denúncias de agressões a pessoas negras, mas elas acontecem, principalmente em cidades do interior.

No caso da comunidade LGBT, em nenhum destes dois países o casamento entre pessoas do mesmo sexo é legal. Os dois países listavam entre os primeiros mais homofóbicos da União Europeia, de acordo com a pesquisa da Agência de Direitos Fundamentais em 2013. A Parada do Orgulho Gay acontece nas capitais da Bulgária e da Romênia, mas tem pouca movimentação. Mais de 50% das pessoas dizem já ter ouvido comentários maldosos e quase 70% já sofreu discriminação ou exclusão mais de uma vez. O que é MUITO triste.

Os países do leste europeu também têm fama de machistas. Acredito que dificilmente mulheres que viajam sozinhas encontrarão algum problema nas áreas mais turísticas, por conta da diversidade e policiamento. Mas é sempre bom evitar bairros mais afastados.

Mesmo com registros de preconceito, o leste europeu merece ser visitado. Com certeza existem mais pessoas lutando contra a discriminação do que disseminando-a. Acho sempre válido colocarmos os pontos de vista de um país para que a gente consiga passar por eles incólume. Mas de forma alguma desvalorizamos o esforço de um país em mudar sua cultura e formas de pensar.

Você sabia que existe um fórum (em inglês) dedicado às pessoas que se encaixam em alguma minoria? Lá você pode ler relatos e opiniões de outros viajantes como você. Acesse por esse link clicando aqui.