Em nossa viagem ao Japão, resolvemos acrescentar uma visita à Nikko. A cidade fica à 150km de Tóquio. Para irmos até lá, pegamos um ônibus de turismo. É possível, também, pegar o trem da estação de Tóquio até lá.

Nikko é conhecida pelo seu templo Toshogu, a ponte sagrada de Shinkyo, as cataratas de Kegon,  termas, trilhas e lindas paisagens. Além disso, é onde fica uma das residências de verão do Imperador.

A cidade é uma gracinha. Fica na região montanhosa ao norte de Tóquio e suas ruas são ladeadas por cerejeiras. Nikko tem um jeito de vilarejo, muito aconchegante. Nós fizemos um bate-e-volta e valeu muito a pena.

Como chegar em Nikko

Saindo de Tóquio, a melhor forma de chegar à  Nikko é pegar um trem da linha Tobu Nikko que sai da estação de Asakusa. A viagem dura cerca de 2 horas e custa a partir de ¥1320, dependendo do tipo de trem.. Os trens demoram de menos de 2h (tokkyu) até 2h30m (kaikoku).  

Se você tiver um JR Pass a melhor opção é ir de trem-bala desde a estação de shinkansen até a estação JR Utsunomiya. Aqui você tem que ficar atento à baldeação para um trem da linha JR Nikko. A viagem dura de 1h40m à quase 3h, dependendo dos horários dos trens e de sua circulação. Você pode consultar os horários aqui.

Outra opção é fazer um tour com uma agência que te levará de ônibus ou trem e ainda tem a visita guiada.

Templo Toshogu

Este é um dos mais bem decorados templos do Japão. Ele é um templo xintoísta muito importante e considerado um dos tesouros nacionais do Japão, além de ser Patrimônio Cultural da UNESCO. O Toshogu, em homenagem a Tokugawa Ieyasu,  fundador do xogunato  Tokugawa,  foi construído inicialmente em 1617, durante o período Edo.  Tokugawa Ieyasu foi  o xogum que unificou o Japão no século 17. O templo foi expandido durante o governo do terceiro xogum Iemitsu.  Acredita-se que o Toshogu abriga os restos mortais de de Tokugawa Ieyasu.

O Toshogu fica no meio de uma floresta bem densa. Logo na entrada vemos um pagode de 5 andares todo entalhado com diferentes figuras. Tudo muito bem detalhado. Cada andar representa um elemento: terra, água, fogo, vento e éter (vazio), nessa ordem.

pagode de 5 andares Toshogu

O pagode original foi doado em 1650, mas ele foi queimado num incêndio e reconstruído em 1818.

Passando pelo pagode vamos em direção ao Tori de entrada. Passamos e chegamos à uma área com diversas construções. Uma delas chama especial atenção: o estábulo sagrado. Nele há um cavalo branco, diante do qual as pessoas fazem orações. No portal do estábulo estão esculpidas as famosas imagens dos 3 macacos sábios que não falam, não ouvem e não veem.

macacos sábios de toshogu nkko

Seguindo o caminho subimos uma escadaria que dá para o prédio principal. Chegamos até o portão de Yomeimon. Este dá acesso à área principal onde está o mausoléu. O detalhe da arte esculpida é de tirar o fôlego. Atualmente está sendo restaurado.

Portão Yomeimon Toshogu

O prédio principal é um local de oração. Podemos adentro-lo, mas não é permitido tirar fotos. Para entrar é necessário retirar os sapatos e aguardar sua vez. Eles deixam entrar por levas. Numa vez entram as pessoas que vão lá orar. Em seguida entram os turistas. Podemos entrar apenas numa parte do prédio principal. Outras partes são reservadas.

Futarasan

Saindo do templo fomos em direção ao templo ao lado, Futarasan.  Entre um templo e outro passamos por um corredor enorme com postes esculpidos em pedra que servem de iluminação em festivais.

O Futarasan não chega à beleza do Toshogu, sendo muito mais simples em todos os detalhes. É um templo xintoísta que consagra três divindades: Ōkuninushi, Tagorihime, e Ajisukitakahikone. O templo abriga 2 tesouros nacionais do Japão, duas espadas.

Toshogu entrance

Depois de horas passeando e contemplando, passamos por mais um Tori e fomos ver a ponte Shinkyo, que faz parte do santuário de Futarasan.

Templo Toshogu

Ponte Shinkyo

A Ponte Sagrada de Shinkyo atravessa o Rio Daiya e pretence ao Santuário Futarasan. Ela é considerada uma das três pontes mais bonitas no Japão e é um cartão-postal de Nikko. A ponte Shinkyo mede 28 metros de altura, 7,4 metros de largura e 10,6 metros acima do Rio Daiya. Em 1999, ela foi considerada Patrimônio Nacional.

PONTE SHINKYO

A ponte também é  chamada de Yamasugeno-jabashi, ou seja, “Ponte de Cobra de Junco”. Diz a lenda que um sacerdote chamado Shōdō e seus seguidores subiram o Monte Nantai, em 766, para orar pela prosperidade nacional. Mas ao chegaram às margens do rio Daiya eles não conseguiram atravessar devido à sua forte correnteza. Assim, Shōdō orou e um deus chamado Jinja-Daiou apareceu com duas cobras enroladas em volta de seu braço direito. O deus liberou as cobras que se transformaram numa ponte para que o sacerdote e seus seguidores pudessem a atravessar o rio. Daí o outro nome da ponte.

Antigamente apenas o imperador e mensageiros imperiais podiam cruzar a ponte. Ele foi aberto ao público em geral desde 1973. Dizem por aqui que atravessa-la dá sorte. Atravessamos e nos dirigimos às cataratas.

Cataratas de Kegon

As cataratas de Keon são uma queda d’água de 97m. Está entra as três maiores do Japão. Suas águas pertencem ao lago Chuzenji (fonte do rio Oshiri), dentro do Parque Nacional de Nikko. Elas foram formadas devido ao retraçado do rio Daiya pelo fluxo de lava. Atrás delas ficam cerca de 12 cachoeiras menores.

Kegon falls Nikko

Para ver a queda, pegamos um elevador e descemos até uma plataforma. A plataforma tem dois andares. No andar de cima há binóculos daqueles pagos. O andar de baixo é mais amplo e com uma lojinha de conveniência.

Quando fomos era primavera e o fluxo da água não era intenso. E estava muito frio!! Os locais dizem que a época com mais visitantes é o outono, para ver as cataratas com as cores da folhagem das árvores do parque.

Nós gostamos muito de Nikko e, com certeza, indicamos colocar no seu roteiro. Uma das coisas que ficou para a próxima é experimentar as termas de lá!